Reprodução de Orquideas

REPRODUÇÃO DE ORQUÍDEAS POR SEMENTE




POLINIZAÇÃO
               A maioria das flores de outras plantas utiliza-se de ofertas de alimento aos agentes polinizadores para atraí-los. As orquídeas, sendo plantas tão econômicas, que vivem de recursos tão esparsos, desenvolveram outras técnicas de atração que raramente incluem estes prêmios em forma de alimento. As formas mais comuns são o mimetismo a alguma forma que interesse aos insetos, cores, perfumes ou cera. Adaptaram-se também em sua forma de modo a forçar os agentes polinizadores a carregarem o pólen ao visitarem as flores, porém de maneira. tão completa que somente o agente polinizador correto ajusta-se ao mecanismo da flor, outros visitantes não carregam o pólen. Isto ocorre devido ao fato de todo o polén estar condensado em somente um polinário e este ser removida completo de uma vez, ou seja, a chance de polinização da flor é única. Da mesma forma o labelo de suas flores apresenta grande variedade de estruturas que objetivam colocar o agente polinizador na posição correta para que as polínias aderidas a ele alojem-se na posição exata no estigma da flor.


1 º PASSO ORQUÍDEA FLORIDA REALIZAR A FECUNDAÇÃO


2º PASSO RETIRADA DA POLÍNEA


RETIRANDO A POLÍNEA



RETIRANDO A POLÍNEA


ORQUÍDEA SEM POLÍNEA



SEPARANDO DA POLÍNEA DO PROTETOR


3º PASSO POLÍNEA NA PINÇA


POLÍNEA ZOOM 300 V


4º PASSO COLOCAR A POLÍNEA NA PARTE
GELATINOSA DA FLOR DA ORQUÍDEA





CAPSULA DE SEMENTE APROXIMADAMENTE 1
 ANO APOS A FECUNDAÇÃO


Sementes


                 Quase todas as orquídeas apresentam sementes minúsculas e leves, constituídas por um pequeno aglomerado de células de cobertura abrigando um embrião. Cada planta produz de centenas de milhares de sementes em cada uma de suas cápsulas.




5º PASSO CORTAR A CAPSULA DA ORQUÍDEA



6º PASSO LAVAR A CAPSULA



7º PASSO ESTERILIZAR TODO O MATERIAL QUE VAI SER USADO


8º PASSO ABRIR A CAPSULA



9º PASSO SEPAR A SEMENTE DA ORQUÍDEA



SEMENTE DE ORQUÍDEA





ZOOM



ZOOM


ZOOM 300 VESES



10º PASSO LAVAR A SEMENTE


11º PASSO PREPARAR A GELATINA COM NUTRIENTES



12º COLOCAR A SEMENTE EM UMA SERINGA



13º PASSO A SEMENTE NO FRASCO COM A GELATINA
 PREPARADA E LACRAR O FRASCO



 1 ANO APOS O PLANTIO


IDENTIFICAÇÃO DO FRASCO


2 ANO APOS


 14º PASSO LAVAR BEM TODA GELATINA


 15º PASSO RETIRAR A PLANTA DO FRASCO


 16º PASSO: LAVANDO AS MUDINHAS


17º SEPARAS AS MUDAS


18º PREPARO VASO COLETIVO COM MUSGO
PARA O PLANTIO




VASOS COLETIVO DE MUDAS


6 MESES APOS O PLANTIO NO ORQUIDARIO


APOS 1 ANO PLANTAR E VASOS INDIVIDUAL PEQIENOS


APOS 3 ANOS PLANTAR EM VASOS INDIVIDUL GRANDE



APROXIMADAMENTE 8 ANOS PLANTAS
 FLORIDA DE SUA SEMENTEIRA

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REPRODUÇÃO DE ORQUÍDEAS POR MERISTEMA



         Um meristema é o tecido encontrado em todas as plantas, constituído de células indiferenciadas (células meristemáticas) e encontrado em zonas da planta onde o crescimento pode ocorrer.
                    Células vegetais diferenciadas em geral, não pode dividir ou produzir células de um tipo diferente. Divisão celular, portanto, no meristema é obrigada a fornecer as novas células para expansão e diferenciação de tecidos e iniciação de novos órgãos, fornecendo a estrutura básica do corpo da planta.
                   Células meristemáticas são análogos em função de células-tronco em animais, são incompletas ou não diferenciadas, e são capazes de divisão celular contínua (juvenil). Além disso, as células são pequenas e enchem o protoplasma da célula completamente. Os vacúolos são extremamente pequenos. O citoplasma não contém diferenciados plastídios (cloroplastos ou Cromoplastos), embora estejam presentes em forma rudimentar (proplastídeos). Células meristemáticas são embaladas juntas sem cavidade intercelular. A parede celular é uma parede primária celular muito fina.
                  Manutenção das células requer um equilíbrio entre dois processos antagônicos: a iniciação de órgãos e a renovação da população de células-tronco.



Meristema primário
           O tecido meristemático primário tem como função o crescimento longitudinal. Ele é o primeiro meristema a aparecer nas extremidades da radícula e dos cotilédones da semente, chama-se Meristema apical e é formado por células iguais, com múltiplos vacúolos envoltos nas suas paredes celulares finas. Mas estas células vão se diferenciando em três tipos de meristema primário:
·         As radiculares, a camada exterior, que dá origem à raiz das plantas;
·         As caulinares, a camada seguinte, que vai dar origem ao caule, ao xilema e ao floema        primários.
·         meristema basal, que dá origem à medula e ao câmbio cortical (que, por sua vez, dará origem ao córtex - ou cortiça, no sobreiro - nas plantas que se tornam em árvores).
O meristema primário divide-se em três partes
·         Dermatogênio ou protoderme - epiderme e anexos (uniestratificado)
·         Periblema - casca ou córtex (pluriestratificado)
·         Pleroma - cilindro central ou estelo (pluriestratificado)
Obs: Na raiz encontra-se ainda o caliptrogênio, que forma a coifa ou caliptra.
Meristema secundário
            O outro meristema, o secundário, consiste em um crescimento latitudinal (largura, espessura, etc), e é popularmente conhecido como sistema secundário lateral. As células deste mostram-se o oposto das do meristema primário, com núcleo periférico, vacúolo central e volumoso, parede celular espessa e há diferença no tamanho das suas células. Origina-se na desdiferenciação, ocorrendo somente nas gimnospermas e angiospermas
O meristema secundário divide-se em duas partes
·         Câmbio (centro da raiz ou caule) - Parte interna chamada de xilema e externa de floema
·         Felogênio (periferia da raiz ou caule) - Parte interna chamada de feloderma e externa de súber





1ª PASSO CORTAR O BROTO DA ORQUÍDEA


ESTERILIZAR TODO MATERIAL USADO 







COLOCAR GEMA NA GELATINA PREPARADA




AGORA USAR A MESMA TECNICA DE 
PLANTIO A PARTIR DO 14º PASSO DA SEMENTEIRA ACIMA


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REPRODUÇÃO DE ORQUÍDEAS NA NATUREZA


            Quase todas as orquídeas apresentam sementes minúsculas e leves, constituídas por um pequeno aglomerado de células de cobertura abrigando um embrião. Cada planta produz de centenas de milhares de sementes em cada uma de suas cápsulas. Ao contrário da maioria das plantas, as quais produzem um endosperma capaz de alimentar o desenvolvimento do embrião em seus primeiros estágios, as orquídeas utilizam-se de um processo simbiótico o fungo Micorriza que excreta os nutrientes utilizados pela jovem orquídea a partir da decomposição pelo fungo do material encontrado próximo à semente. Tão logo o embrião é capaz de realizar a fotossíntese, este processo torna-se responsável pela alimentação da planta e a Micorriza não é mais necessária, no entanto, algumas espécies de orquídeas saprófitas nunca serão capazes de realizar a fotossíntese plenamente e permanecem dependentes do fungo por toda a vida. Algumas espécies de orquídeas, por exemplo as do gênero Bletilla, apresentam alguma quantidade de endosperma. Poucas espécies de orquídeas têm sementes grandes, estas são representadas principalmente pelos membros da subfamília Vanilloideae.



Polinização 



Coryanthes leucocorys

Espécie que desenvolveu um dos mecanismos mais intesessantes de polinização por meio de uma bolsa cheia de líquido.



Espécie capaz de movimentar o labelo atraindo a atenção dos agentes polinizadores.


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REPRODUÇÃO DE ORQUÍDEAS DIVISÃO DO RIZOMA


                 O método mais simples de reprodução, muito utilizado por colecionadores e comerciantes em pequena escala, é a divisão do rizoma. Toma-se uma planta adulta com pelo menos 6 pseudobulbos formados, de preferência logo após o término da floração, e, com uma faca afiada e esterilizada, corta-se o rizoma, de maneira a separar a planta em duas mudas com 3 pseudobulbos cada. Em casos de plantas maiores, deve-se sempre manter as mudas com o mínimo de 3 ou 4 pseudobulbos para permitir seu rebrotamento. O plantio deve ser feito no substrato adequado à espécie. A muda deve ficar fixa de alguma forma para que as novas raízes possam brotar e se fixar no substrato. Só quando as raízes estiverem restabelecidas as plantas voltarão a crescer.