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sábado, 16 de janeiro de 2016

Subistratos para Orquideas



SUBSTRATOS USADOS NO PLANTIO DE ORQUÍDEAS


         Com proibição da comercialização do xaxim e , consequentemente, a não possibilidade de seu uso como substrato no cultivo de orquídeas, muitas alternativas estão sendo testadas pelos colecionadores e produtores dessas plantas em todo o Brasil.
        Nos estados do Norte, os colecionadores estão utilizando a casca da castanha-do-pará. Em Goiás é comum o uso de pulho de algodão misturado com pedaços de carvão. Já no estado do Ceará é comum o uso da bagana com casca de arroz carbonizada. O uso de substratos regionais é uma tendência sem retorno, mas é importante observar alguns aspectos que devem ser analisados antes dos testes definitivos.

sphagnum chileno é colhido nas bordas dos lagos andinos por agricultores, que fazem um manejo sustentavel da extração, de maneira que quando colhem num área a anterior descansa até que o musgo cresça novamente.











sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O pH dos substratos

Muita gente já ouviu falar em pH, mas não tem idéia de como isso pode influenciar no desenvolvimento e saúde das orquídeas, independente da espécie. Alguns orquidófilos até se preocupam com o pH da água usada para irrigar as plantas e entendem como isso pode ser medido e controlado, mas se esquecem que o substrato em que a planta está fixada também fica sujeito a alterações importantes.

Em primeiro lugar, devemos esclarece o que é o pH. Voltando aos princípios básicos da química, encontramos a definição de pH (potencial hidrogeniônico) como um número que varia de zero a 14, e indica se uma solução aquosa é ácida, neutra ou alcalino e para a concentração igual a sete, temos um meio neutro.

De acordo com Marco Pólo Campos de Carvalho, professor de Botânica com doutorado na área de Fitosanidade, o pH do substrato interfere diretamente na absorção de macro e micro nutrientes pela planta. " Se o pH estiver muito alto ou muito baixo, 'trava' a absorção de certos nutrientes, ou seja, impede a planta de absorve-los".
Um exemplo é o nitrogênio presente no substrato, que apenas será absorvido pela planta se o pH deste meio estiver entre 6 e 8. Fora desse intervalo, a orquídea não absorverá o elemento responsável pelo seu crescimento.

O professor Carvalho nos fala sobre um erro comum de orquidófilos que, preocupados com a nutrição de plantas, começam a adubá-las em excesso e se esquecem que o pH interfere no aproveitamento dos nutrientes pela planta. " Adubam em doses cada vez maiores até que um dia o excesso de nutrientes causa intoxicação radicular e morte da planta. Então devemos sempre ter cuidados em medir o pH do substrato, a fim de garantir às nossas plantas a completa absorção de todos os nutrientes oferecidos para que assim possam crescer sadias, vigorosas e plenas".

Mesmo que o pH de alguns substratos pareçam ideais para o cultivo de orquídeas, é importante que os níveis sejam verificados periodicamente, já que a adubação e a água usada na irrigação podem interferir na qualidade do substrato. Para o professor Carvalho e o orquidófilo Maurício, existe um método simples e barato para que isso seja feito.

Medindo o pH do substrato

Antes de começar o processo de medida do pH, vamos precisar de alguns materiais:
  • Água com pH neutro em quantidade suficiente para regar o vaso em que o substrato será analisado. Se tiver dificuldades em saber se a água utilizada é neutra, basta coletar o líquido de qualquer torneira de sua casa e deixar descansando em recipiente aberto por ate 36hs. Esse procedimento permite que o cloro existente na água seja evaporado.
  • Recipiente limpo (balde, bacia, tigela etc) para coletar a água.
  • Kit para medir pH (pode ser encontrado em lojas que vendem produtos para piscinas ou mesmo em lojas especializadas em aquarismo).
O método é simples. Regue o substrato que será analisado até que a água comece a escorrer pelos fundos do vaso. O excedente que sair, efeito da lavagem do substrato, deve ser coletado para a análise seguindo as instruções do kit escolhido para medir o pH. Todos os produtos que fazem medições de pH possuem tabelas de cores indicativas para que você saiba o resultado, considerando um escala numérica que varia de acordo com cada fabricante.
Professor Carvalho lembra que este é um experimento. " Há algumas controvérsias, mas é o método mais simples e dá um valor aproximado, pelo qual o cultivador pode situar-se e tomar as devidas providências e precauções".
Ácido ou alcalino, o que fazer?
Com o resultado em mãos o orquidófilo saberá, mesmo que de forma aproximada, qual é a condição do substrato em que sua planta está fixada. Se o resultado for extremo - ou muito ácido (pH menor que 7) ou muito alcalino (pH maior que 7)-, alguma medida deve ser tomada para que a orquídea tenha seu equilíbrio restabelecido e volte a absorver os nutrientes presentes no substrato de forma adequada.
Existem produtos que fazem a correção do pH. Uma forma simples é adicioná-los na água utilizada para irrigação, que sempre deve ser neutra, e continuar com as medições do pH quinzenalmente observando a evolução.
"Se o substrato estiver muito ácido utilizamos a amônia, se estiver muito alcalino utilizamos o ácido fosfórico ou então a mistura de substratos pode auxiliar nesse controle. Se temos um substrato muito ácido, podemos acrescentar vermiculita e se estiver muito alcalino utilizamos o sphagnum para a correção", sugere o orquidófilo Maurício.
Indice de acidez/salinidade - pH
  • Casca de arroz carbonizada - 6,5 a 7,0
  • Casca de pinus - 4,0 a 4,5
  • Fibra de coco - 5,5 a 6,0
  • Fibra de xaxim - 4,0 a 5,0
  • Sphagnum - 3,5 a 4,2
  • Turfa - 3,5 a 4,5
  • Vermiculita - 7,5 a 8,5

Adaptação do texto de Maria Luiza Cestari e Patrícia Magrini